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Mostrando postagens com o rótulo corredor de lembranças

o que levar pra casa?

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"Na verdade, não queria está levando nada. Só minha mãe e eu sabemos o quanto tenho agonia de arrumar mala. Não adianta, já passei da maioridade e continuo pensando na minha mãe toda vez que começo a dobrar ou jogar as coisas dentro das malas. Talvez deva ser algo que só vem com a maternidade, ou então um costume de casa, mas dobrar roupa ainda não é comigo. Vamos aos fatos e aos exemplos. Minha mãe nunca deixou   eu arrumar o meu guarda-roupa sozinha. Ponto final. Fim de assunto. Não preciso mais falar nada, num é, mãe? Quando ia sair e começava a provar o guarda roupa quase inteiro até decidir uma blusinha e uma calça que estava lá na cadeira da sala, ela sempre falava: Deixa tudo em cima da cama que depois eu arrumo! Por que estou reclamando? Não, eu não estou reclamando. Afinal, na pressa, sair e deixar seu quarto uma zona, ainda mais pelo fato de sua mãe ter pedido, é quase uma benção. Mas o problema não está aí. Quando estava no colégio e usava farda todo dia,...

lares de minha vida

Já tive várias casas, mas só uma rua. Dos seis lugares que mais vivi, (incluindo os de agora), lembro-me de cinco. Só não me recordo, afinal era bebê, do apartamento que morei quando era muito bebê. O que eu sei desse primeiro lar são as coisas que meus pais contam. Sei da sorte e do velho adivinha que preveu certo o número do apartamento. Sei também do telefone dado de presente, na época, objeto que era parcelado em três vidas, com entradas e com juros. Sei dos banhos de sol lá embaixo, das vizinhas que dividiam almoço. Sei como foi o começo da vida de casados dos meus pais. Não sei como se chega lá, mas sei o bairro. Não sei como era o apartamento, mas montei uma imagem na cabeça que vai durar enquanto eu durar. Não sei de muita coisa. Mas as poucas fotos, a boa memória de minha mãe e as prosas de pai, compromissadas apenas com as lembranças da vida, fazem com que meu primeiro lar seja vivo em mim. Quando me mudei pela primeira vez, tinha, de acordo com as contas feitas agora, aproxi...

Carta para o meu avô

Vô , muitas vezes, tenho pensado como seria se o senhor aparecesse de repente na porta do meu quarto, no dia do meu aniversário ,com o cabelo arrumado que nem o da foto 3x4 que tenho guardada e me abraçasse pela primeira vez. Vô , como o senhor me chamaria? Será que o senhor inventaria um apelido só pra mim e que nenhuma outra neta no mundo tivesse? Vô, um dia desses, sonhei que não podia me mexer. Era o senhor que estava me abraçando, num era? Confessa, vô, deixa de suspense. Por que não deixou eu o abraçar, também? Por acaso, vô, o senhor acha que eu tenho medo de fantasmas? Até tenho, mas do seu fantasma eu não tenho, não. Quando era criança tinha a fita do Gasparzinho, é, vô, o fantasminha camarada. Já assistiu? Vô, será que o senhor me reconheceria, mesmo nunca tendo me visto? Será que o senhor reconheceria meu pai? Ele não mudou muito. Quando o senhor o viu pela última vez, ele era muito pequeno. Agora ele está grande, vô, que nem o senhor naquela foto encostado em um caminh...

amiga estrela

Ela passou por mim e sentou na minha frente, não por muito tempo. Cedi lugar a um senhor logo após e fiquei em pé ao lado dela. Seu cabelo era claro, quase branco, cacheado e lhe cobria os ombros. Sua pele era tão clara que era possível ver suas veias e, se tivesse me aproximado mais, seu sangue talvez. Os olhos verdes olhavam atentos para todos os lados e, vez por outra, me encontravam. Seus cílios brancos piscavam sem pressa e, quando seus olhos se fechavam, o resto dela parecia imcompleto. Devia ter uns dez anos. Há tempos não via uma menina tão bonita. Não era uma beleza publicitária. Seu cabelo estava assanhado, estava com a farda do colégio, não usava brincos, as unhas estavam ruídas e seu sorriso era amarelado. Mas ela era linda. Ao olhar para ela, tinha a impressão de que uma estrela muito brilhosa tinha caído do céu por causa da chuva e pegou aquele ônibus para conhecer a cidade antes de voltar lá para cima. Bem, ela até tinha cara de anjo de filme, mas prefiro que ela seja um...

quando eu era criança...

Quando era criança não tinha medo de cair. Atravessava a ponte do parque com os braços abertos, porque uma vez escutei que isso não deixava o equilíbrio cair. O meu objetivo era chegar ao outro lado da ponte; mas o que eu queria mesmo era cair e me afundar na rede de elástico. Quando era criança adorava sexta feira. Ir pro colégio e poder se esconder nos lugares estrategicamente escondidos que para entrar era preciso amarrar o cabelo, encolher a barriga e fechar os olhos sem se preocupar com as manchas pretas de poeira na farda. Tomar nescau, limpar os dedos gordurosos na calça, fazer uma bola com a blusa e jogar na pia...fazer tudo isso sem preocupar! Afinal, não tinha aula no sábado! Quando era criança não gostava de escrever. Preferia aprontar e matar meus pais de susto. ;) . p.s: Perdi a chave do meu baú de idéias. O furo que tem só permite a entrada de coisas retas a serem entortadas. A saída está interrompida. Por isso, o chapéu está sofrendo esse déficit de textos. Fora isso, el...

coisas intrigantes no céu e do céu.

Quando era criança, não achava que as nuvens eram feitas de algodão. Eu gostava das nuvens , mas não passava pela minha cabeça que elas eram feitas de algodão. Até parece, mas nuvem é nuvem; algodão é algodão. Nuvem não nasce em árvore e algodão não cai do céu. Usando a minha aula de filosofia : essa comparação é utilizada para tentar explicar algo aparentemente inexplicável . Se foi, eu não sei; não sabia nem que existia filosofia quando era pequena. E, também, não estou chamando meus pais, meus avós, meus tios e os professores do colégio de mentirosos. Eles não estavam fazendo isso por mal, apenas estavam tentando diminuir nossa lista de dúvidas. O céu me era mais intrigante do que as nuvens. Não me diziam de que era feito o céu, me informavam e eu via de que cor era o céu. Me questionava porque o céu era tão azul. No final da tarde, ele tem uma pinceladas amarelas, vermelhas, roxas, mas, mesmo assim, continua muito azul. Azul claro durante o dia, azul escuro durante a noite e azul a...

confissão de uma confissão

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Devia ter meus doze anos. O catecismo já estava chegando ao fim. Faltava alguns ensaios, no meu caso que cantei na missa da comunhão (pelo fato de eu ter cantado, não significa que minha voz é suficiente agradável; nesse dia, as pessoas estavam emocionadas, vendo seus filhos, netos, sobrinhos, vizinhos sendo abençoados, vencendo uma fase religiosa da vida; então, o que nós fizessemos seria fofo e exageradamente lindo, mesmo não sendo). Já sabíamos folhear a bíblia; já tinhamos aprendido tudo que é de oração; mas faltava a coisa que menos esperava, a confissão. Teria que enfrentá-la de qualquer forma, não tinha para onde fugir, então cuidei de imaginar aquela situação. No meu juízo, eu ia chegar na igreja e, quando chegasse a minha vez, iria para aquelas caixinhas de madeira na qual fica o padre de um lado, um barreira furadinha no meio e a pecadora do outro. Se fosse assim, menos mal. No entanto, nem tudo é como a gente pensa. O dia chegou. Uns vinte pecadores mirins estavam espalhados...

salgadas gotas

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Presente pro chapéu! Nem mesmo o sol consegue ser o centro das atenções a vida inteira. Por mais importante que ele seja, tens dias que as nuvens o escondem enquanto ele toma banho. Pronto, acabei de te dizer de onde vem a chuva: é o banho do sol; é quando ele cansa de ser quente demais, calorento demais e decide tomar um banho para relaxar e o melhor: divide esse momento com nós terráqueos! As nuvens são as toalhas e quando elas estão bem escuras...o poderoso sol, às vezes, gosta de privacidade. Hoje, acordei e meu quarto não estava amarelo (minha janela não tem cortina). A água fica mais gelada, a cerâmica fica fria, a cama mais aconchegante e o sono aumenta mil vezes. Mas eu tinha que me levantar, andar no chão frio, lavar o rosto, sentir minha cama novamente quando fosse escolher a roupa, pegar a bolsa, pega no trinco gelado da porta e sair. Fiz tudo isso e ainda tive que me encarar no espelho do elevador e ver meu meu reflexo assanhado, com uma cara de quem não deveria ter acordad...

guarda mais do que roupas.

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linhas da vida (entendeu a metáfora? vai, nem foi tão ruim assim) . Ver um álbum cheio de fotos é uma boa quando se quer lembrar do que se fez pela vida. Notar como aquele seu amigo engordou, como sua prima cresceu, como o cabelo da sua a vó mudou de cor, como você mudou de estilo com o passar dos anos. Ter saudade de quando você era criança e andava pelado pela casa, de quando você se fantasiava no dia da festa das crianças no colégio...Sem querer, você encontra a foto de um antigo namorado; lembra como acabou e querendo ou não sente um tantinho de saudade, nem que seja dos presentes que ele lhe deu. No entanto, não são apenas as fotos que fazem ativar a parte do seu cerébro que reaviva as lembranças e discretamente derruba uma lágrima do teu olho. No entanto, foi olhando para o guarda roupa que exercitei a minha memória, já que me esforçava para lembrar onde, quando e com quem usei tais roupas. E lembrar disso nem é muito difícil; não é como as datas que se repetem sempre - lem...
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Para quem não viveu isso de perto, apenas ouvir o que temos a relatar, não irá nos entender. Nem mesmo a mais expressiva descrição os farão sentir a intensidade de nossas emoções. Sorrisos transmitem mais que felicidade. Lágrimas não caem apenas por tristeza. Abraços são dados sem motivo algum. Beijos são trocados sem pedirem nada em troca. É algo tão singular, que entender vai ser algo muito complicado. Nossas orações pedem mais que proteção; pedem a eterna presença da singela felicidade que sentimos com os amigos mais sinceros de nossas vidas. Fazendo que o coração domine qualquer ação, neste momento, temos a certeza de que igual a eles, não mais haverão. Este ano chegou para nós com um misto de sentimentos, dos quais se destacam a alegria de estarmos juntos, a ansiedade pelo resultado desta etapa de nossas vidas, o aperto no coração pela previsível separaçao e a esperança de nos reencontrarmos por este mundo. Entre tantas caminhos que percorremos, duas coisas marcarão o caminho de t...
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Tem hora que as palavras ficam tímidas, sem graça. Vendo essa minha foto, percebo como minha vida é besta hoje. beijo torto!

T3

É difícil começar. As palavras aparecem desordenadas, confusas. É a primeira vez que eu paro e tento organizar toda essa euforia que estou sentindo. Como mamãe sempre diz: o melhor da festa é esperar por ela. Ganhar é o objetivo. Toda ação é baseada na vitória. Mas, após o resultado, no meio de toda a comemoração, parei e percebi o quanto é vazio o título de primeiro lugar. Ver meus amigos gritando, chorando de alegria me fez reparar que toda aquela felicidade não era pelo suposto e grandioso primeiro lugar. Estava claro que a disputa era intensa. Foi árdua do começo até o último minuto. Por baixo de de toda aquela chuva de sorrisos largos e abraços carinhosos estava corações apertando de saudade. Cada lágrima derrubada carregava consigo uma amizade indefinível, um misto de não-quero-que-isso-acabe nunca. Dor, matérias atrasadas, falta de atenção aos familiares, alimentações nada saudáveis, falta de dinheiro, pés torcidos, joelhos doendo, cabelos coloridos. Como isso é bom quando termi...
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Vida boa, essa de palhaço de festa. ;^)
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Olá. Meu nome é Zorro. Sou uma mistura de poodle com cooker. Sou carioca, mas tenho sangue nordestino. Atualmente, revezo minha morada entre Natal e Fortaleza. Tenho um ano e nove meses. Sou grande, forte, bonito, tenho um pêlo macio, sedoso, perfumado, meus olhos são pretos e brilhantes. Então cuidado para não se apaixonar por mim. Quer dizer, caso se apaixone por mim ao ponto de não conseguir dormir, peço-lhe que me procure. Já andei de avião e não tive medo porque minha mãe deixou eu chupar um bombom que me deixa com sono. Traduzindo ela me dopa. No entanto, aposto que viajo mais do que você. Tenho refluxo algumas vezes, mas nada que o remédio que minha mãe compra não resolva. Minhas unhas crescem muito, mas nem tenho medo de cortá-las. Adoro a casa de meus avós. Eles me dão comida de verdade. Mamãe quer que eu coma só ração. Como não é ela que come, ela pensa que é bom. Eu sei que faz bem, porque foi feito especialmente para nós cachorros, e enriquecida com proteínas e mais um mont...
Descobri, hoje, que meu relógio pesa exatos 27 gramas. Como minhas noções de medidas são horríveis, agora eu já sei o que são 27 gramas. Para provar a minha sabedoria, tenho quase certeza que minha lapiseira e minha caneta devem pesar, juntos, 28,5 gramas. Será? Depois eu confirmo. A organização da minha sala, para ser mais sincera a falta de organização intrigou a parte da minha personalidade que é organizada. A coitada só sabe o que é organização até a hora do professor entrar. Começou a aula, as cadeiras começam a se deslocar de lugar sozinhas. Digo isso, porque só quem estuda lá, sabe como a sala fica incrívelmente bagunçada após a primeira aula. Filas? A bendita só as conhecem quando um professor neurótico entra e diz: vocês sabem como eu sou doido, ajeitem as filas. Como só o vemos duas vezes por semana, a sala só é arquitetonicamente arrumada duas vezes por semana. O melhor são os espaçosos. Aqueles que precisam de três cadeiras para se sentir confortável. Uma para se sentar, ou...

Sr. Black

Meu primo não veio, acho que só próximo mês. Mas, mesmo tendo ciúmes dele com meu avô, estou sentindo falta das suas lambidas e dos seus pêlos grudados nas minhas roupas. Lembrando das coisas dele, lembrei-me também doprimeiro cachorro da minha vida. Queria ter o tido quando já estivesse um pouco maior. Ou então, não ter tido tanto medo do seu tamanho e dos seus dentes. Mas ter alisado sua cabeça pela grade da casinha, já me fez uma criança super corajosa. Ele era grande, comprido, umas patas alongadas, um focinho estirado e um sorriso lindo. Chegou pequeninho, dentro de uma caixa colorida. Presente da minha tia, já que a vó não deixou ela ficar com ele. Ainda bem. No entanto, por ser pequena e medrosa pra algumas coisas, nunca brinquei de correr com ele, nem deixei ele lamber meu rosto. Perdi a melhor parte. Mas fazia questão de levar bolachas de chocolate, pipoca e brincar com o grandão, ele dentro e eu fora da casinha. Depois que me mudei, nunca mais tive notícias dele. Se estava be...

Abigaiu

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oi gente!

Joaquim

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Sem ninguém chamar ou esperar, ele apareceu, se aconchegou ao lado da mesa e colocou a cabeça num montinho de areia. Ele é grande, tem as patas enormes e tava com a boca cheia de areia. Na mesma hora, cheguei mais perto dele e minha mãe ficou gritando, isabelle se ele sair correndo atrás de ti. Não tinha problema eu corria também. Ele não estava com cara de doente e espero que não esteja, apenas tem um jeito de preguiçoso. Logo, o meu amigo foi alvo de muitas máquinas fotográficas, da minha também. Afinal, ele estava sendo um cachorro exemplar! Quando estava indo embora, perguntei para um senhor que trabalha lá se ele conhecia um cachorro grande e amarelo que estava deitado ali por perto. Ele disse que não. Perguntei se ele tinha nome. Ele disse que não sabia. Infelizmente, meus pais não deixaram eu o trazer comigo. Mas, agora, ele se chama Joaquim e tem uma amiga caso precise de alguma coisa.

12 anos!

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Ai, as fotos são realmente ótimas lembranças. Vendo algumas agora de uma viagem feita ainda este ano, recordei fotos horríveis, riso solto e uma amizade grande. Até hoje quando me perguntam, tenho que contar nos dedos por quanto tempo nos conhecemos. Deixa eu ver: alfabetização, 1ª série, 2ª série...doze anos. Dizem que é uma vida, mas se eu pegar uma das minhas primas como referencial, ai serão quatro vidas. Ela, calma, emotiva. Eu, agoniada, desesperada, bruta, emotiva também ora, de vez em quando. O grude era tão grande, que era só chegar do colégio, correr pro telefone e falar pelos cotovelos, sobre o que eu não me lembro. Mas deveria ser sobre algum menino da série seguinte que era bem bonitinho. Saber que até os nossos primeros paqueras eram amigos! Devia ser para não ter nem o trabalho de ficar longe. Eu, quase sempre, assanhada e ela, quase sempre, com uma faixa no cabelo diferente. Com toda certeza, era bem mais arrumadinha do que eu. Eu disse arrumadinha! Porque, amiga descul...

Dercy

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Agora, não é tão importante o que ela fez de louco por esse mundo, só importa que ela foi o que foi e todo mundo a conhece, nem que seja por um palavrão falado sem nenhum privação. Muitas vezes, pelas notícias que via por aí, me surpreendia a sua alegria. Desculpa, mas estou sendo injusta. Alegria é besteira perto dela. Se daqui pro final do texto eu achar uma palavra que possa descrever suas ações eu coloco aqui. Para ser sincera, nunca fui atrás de conhecer com detalhes seu trabalho. Mas sempre tive uma imagem dessa mulher, e acho que vou continuar tendo. Eu a acho com cara de imortal. Sério mesmo, eu quando nasci ela já tinha seus 80 e poucos anos. Cresci com essa mulher sendo, milhares de vezes, mais animada que qualquer menino em festa de aniversário que tem muito bombom pra comer. A bonitona da foto, morreu hoje com 101 anos. Quer dizer, com 103, dizia ela que seu pai a tinha registrado com atraso. Não interessa. Poder dizer pra alguém que tem mais de um século, já é um grande p...