12 anos!


Ai, as fotos são realmente ótimas lembranças. Vendo algumas agora de uma viagem feita ainda este ano, recordei fotos horríveis, riso solto e uma amizade grande. Até hoje quando me perguntam, tenho que contar nos dedos por quanto tempo nos conhecemos. Deixa eu ver: alfabetização, 1ª série, 2ª série...doze anos. Dizem que é uma vida, mas se eu pegar uma das minhas primas como referencial, ai serão quatro vidas. Ela, calma, emotiva. Eu, agoniada, desesperada, bruta, emotiva também ora, de vez em quando. O grude era tão grande, que era só chegar do colégio, correr pro telefone e falar pelos cotovelos, sobre o que eu não me lembro. Mas deveria ser sobre algum menino da série seguinte que era bem bonitinho. Saber que até os nossos primeros paqueras eram amigos! Devia ser para não ter nem o trabalho de ficar longe. Eu, quase sempre, assanhada e ela, quase sempre, com uma faixa no cabelo diferente. Com toda certeza, era bem mais arrumadinha do que eu. Eu disse arrumadinha! Porque, amiga desculpa-me, mas nos erámos bem feinhas. Ela meio cambota, eu com as canelas fininhas; ela baixinha e eu um espigão desengonçado; ela tinha o cabelo curtinho e eu um estirão castanho claro cheio de nós; e não posso esquecer dos nossos dentes de coelhos. O amigão lá de cima deve gostar muito da gente, porque melhoramos muito! Presenciei a queda de todos os teus dentes de leite. Principalmente, os da frente, que te deixou com uma janelinha enorme. E tu, todas as minhas loucuras. Vez ou outra, eu chegava com o cabelo cortado e não era só as pontinhas, era curto mesmo! Não posso esquecer dos nossos anos de jogadoras de tudo que o colégio inventava; em uma das modalidades eu era a goleira do time de futsal e ela era a atacante! Podiam se preparar, que á vinha um chute grande! Nossas mães permutam nossa guarda. As chamamos de tia por tradição mesmo e porque é bonitinho, não neguem. No entanto, nessas quatro vidas, nesse grude todo, brigamos e uma vez ficamos sem ser falar por um tempo. Coisa de menino ruim. Foi só a saudade ficar grande e voltou tudo ao normal. Minha mãe ficava falando, vá lá peça desculpas. Não pedia! Ela também tinha que pedir! Resumindo, nossas confusões não tinham desculpas no final. E hoje, somos um exemplo de paz, solidariedade e fraternidade. Além de todas as danações de colégio, ainda tem nosso amado balé. Eita, se eu for falar sobre todas as lágrimas derramadas aqui, é melhor colocar um aviso assim: volte daqui três meses. Compactando a situação, foram muitas. Dor na coluna, dor no joelho, calos, unha encravada, quedas, piruetas sem pé esticado, raiva de um ou outro, ensaio desmarcado, viagens perdidas, nervosismo, dia de espetáculo, buquê de rosas, surpresas, falta de bréu!, fita que rasga na hora de entrar no palco, discursão com professor, problemas amorosos, familiares, frescuras mesmo, coque que cai na hora da aula do balé, certificados de cursos, classificação, fé, fotos, fotos, fotos, fotos, abraços suados, nojeiras, desodorante emprestado, compartilhamento de toalha, coisas assim fazem parte das nossas vidas. E tomara que continue sendo. Tchau amiga, até mais tarde!

Comentários

Mayara Cristine disse…
Own, muito lindo! Ela tem que ver... :) ei bel, e eu nem sabia que tu tinha um cachorro oO
Babi =) disse…
tô emocionada, aiuheiua. esse, sem dúvuda, foi o mais bonito de todos :D ela, com certeza, vai estar no seu casamento e irá pro batizado dos teus pimpoolhos, aieeheiua ;**
Jonathan Silva disse…
Elementar minha cara Belzita!
Amigos são as nossas colunas para um bom sustento da vida!!!
Amei a foto com a "neguinha" sem preconceito...isso ai,no começo vc me olhava meio torto tb,só pq eu sou meio "escurinho"!!!
Cada vez melhor...
Xerúú!

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