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Mostrando postagens com o rótulo vestindo os nus

O design complicado do eu te amo.

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Vez ou outra, vejo alguém reclamar que eu te amo não é bom dia. De fato, é um grande motivo pra reclamar. Desejar um bom dia para alguém é tido como sinal de educação. Tanto que hoje, como forma de preservar uma imagem educada e polida, que chega a brilhar, boas coisas são desejadas ao além, aleatoriamente, sem a força do bem circundar de energias positivas o dia de uma pessoa. É justo naqueles dias, que acordamos perdidos no mundo, dias que nenhuma roupa, nenhuma maquiagem esconde nossos machucados, que um bom dia chega para nos abraçar e nos fazer acreditar que dias bons estão todos dias prontos para serem aproveitados. Às vezes, o cansaço é tanto que não há disposição nem para seguir em frente e nessas horas ter alguém te dando um empurrão é bem vindo.  Ai vem o eu te amo...três palavras cheias de suspense. Sete letras contadas mais difíceis de pronunciar do que as vinte e seis do alfabeto. Dizer um primeiro eu te amo para alguém é quase como atuar para um platéia enorme ...

são elas que sempre ficam.

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As coisas que eu faço são feitas para os olhos de alguém ver. Será mesmo? Momentos chamados de inesquecíveis por alguns não dependem intimamente de alguém para se tornaram aconchegantes. Los hermanos, sábado. Praia, cheiro de praia, vento grudando sal na minha pele, pés cavando a areia por mania de ter sempre areia gelada entre os dedos. E vem a primeira música. Segundos para reconhecer a melodia, todo o show para lembrar cenas das quais tais músicas viraram trilha sonora.  Trilha sonora...engraçado falar disso como se nossa vida fosse uma novela e tivesse alguém segurando um controle esperando a hora de soltar a música. Dói perceber que isso não acontece. Dói não ter uma música bonitinha embalando os inúmeros primeiros beijos com os inúmeros primeiros amores. O tempo caminha e felizmente, talvez, para-se de esperar o play e depois, em casa, escuta-se uma música e com toda a consciência lembra-se de alguém e fica. Fica pra lembrar, pra ter saudade, pra dar sorrisos...

Dragão particular

Dragão Fashion Brasil e eu uma principiante inserida nesse universo denso e ... da moda. Cheguei e antes de ver uma moda mais humana, a vi transcrita  nas paredes, nas esculturas, nos lustres, no carpete, nas colunas. O espaço físico fazia seu papel de envolver e criar um ambiente no qual o propósito é se deixar permitir. E assim aconteceu. Diante de pessoas com crachás de estilista, produtor, staff, modelo, imprensa, eu era uma observadora sem crachá. Afinal, observadores são anônimos.  Por ter chegado cedo, tive a chance de não sofrer o impacto de tanta informação visual reunida e de não lamentar os poucos olhos que tenho. Então, passava alguém. Não era preciso procurar muito para achar seu objeto particular. Era uma bolsa, um brinco, um cordão, os anéis, um sapato, uma bota, uma saia, um cinto, um penteado de cabelo. Isso acaba sendo e parecendo muito feminino. Mas os homens, esses ganharam as ditas estrelinhas dos meus olhares. Homens maquiados, de salto, com estampas, com couro, c...

desconforme

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Ela acordou toda confusa. Desligou o despertador umas cinco vezes, mas ele insis tia em badalar os sinos da cabeça de sua cabeça. Vestiu-se sem muito pensar. Aquela blusa de sempre, aquela calça que dá certo com tudo e um óculos escuro pra esconder o apagão que estava sentido. Desconforme. Quem nunca teve seus dias de desordem, não sabe o conforto de um dia ter as coisas no lugar. Lugar que não precisa ser certo, basta que seja de bom tamanho. No meio da tarde, ela sentiu fome. Os chocolates confessavam que não era fome de comida. Uma fome que ficava se revirando por dentro. Uma abstinência de ausências, era isso. Andava tão ligada aos passos dos outros, que qualquer passo pra trás a levava junto. Qualquer ausência alheia, a deixava ausente de si. Desajeitada, com a roupa de sempre e com o óculos escuro, ela saiu. Deixou de lado a ausência alheia e se fez presente. Saiu e voltou pra si. E a desordem...ah, não era dia de faxina. -isabellecristhinne

roupa íntima

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Então me pego pensando em como escrever sobre aquele sutil momento em que não é preciso um espelho pra refletir o nosso bem.Tem bem no sorriso, nos olhos, nas mãos, no andar. Em dias assim, acordamos fazendo sentido e dormimos sentindo tudo. Em dias assim, o blush é pó de alegria, marca de beijo no rosto, vergonha tímida de um elogio. Em dias assim, a moda somos nós, nossos sorrisos, nossos cabelos marcados de uma noite bem dormida. Em dias assim, somos o outro lado do espelho, somos sangue que pulsndo vida, somos a nossa roupa íntima. Nosso corpo ecumênico, recebe a fé de qualquer tendência, o gosto de qualquer perfume, o cheiro de qualquer presença. Afinal, em dias assim nada importa. No final, a palavra, o gosto, o cheiro é nosso. Nosso bem. Nós, mulheres. -isabellecristhinne 

terceira pessoa

Surpreende-me coisas que fazem por onde se transformar. Sabe quando a gente está viajando e para o carro pra esticar as pernas e beber uma água? Parar é se preparar para o novo. É esticar as pernas, tirar a preguiça e continuar. É tirar o esmalte vermelho e passar uns dias sem cor pra que as unhas deixe de ficar amarelas, para depois colocar um verde fluorescente com glitter e que brilha no escuro. É inventar a sua moda, é usar a minha moda. É vestir com um terninho básico de alegria quem perdeu e não está achando a graça de se divertir. Se deixar permitir é um passo pra descobrir o que é ser."