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Mostrando postagens de Outubro, 2009

Comidas de rua!

Certas comidas escondem mistérios. Mistérios esses que são simples, rapidinhos e baratos. Não falo de temperos estranhos, de nomes difíceis e de gostos nobres e exoticamente duvidosos, falo dos lanches de rua, daquelas comidinhas que enganam sua fome no momento mais apressado ou quando só se tem moedas nos bolsos.
Têm os sucos de todos os tipos no quiosque da esquina; os churros com recheio de chocolate e doce de leite feitos na hora da banquinha na praça; os sanduíches da senhora simpática que mora na rua ao lado; os pastéis exageradamente cheios de queijo; o camarão do homem barulhento e estiloso da praia; a batata frita no carrinho perto da parada de ônibus; as trufas de chocolate na caixinha da menina na porta do colégio; os picolés mais gelados do tio que passa sempre ao meio dia naquela rua; água de côco da lanchonete da esquina; e todas as coisas que são vendidas pelo mundo sem nota fiscal. É na rua, também, que se encontra o lado ousado dos alimentos, coisa que não se encontra …

haha

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vou ser uma velhinha legal

"Sorte de hoje: Nós somos o que pensamos
(só não pense que você é um super-herói e não tente voar)" - O orkut é um sábio, nossa.
Na verdade, esse 'site incrível' já foi objeto de prazer da minha curiosidade. Quando digo 'objeto de prazer da minha curiosidade' significa que já não passo horas da minha vida vendo a vida dos outros em fotos, quem está namorando, quem acabou o namoro, as frases da clarice lispector, do drummond, do manuel bandeira resumidas a um 'quem sou eu'. Já fiz muito isso! Passava horas buscando frases de impacto emocional para me descrever e para surpreender quem lesse. Sucesso zero, assumo.

Drummond deve ter um acordo com alguma força aculta que proiba o uso de seus versos para fins exibicionistas. E demorei algum tempo para descobrir isso. Bem, não foi uma epifania. Passei a ler, apenas ler. Ler para ler. Abrir um livro, ler, ler, ler, ler, fechar o livro e ficar com as palavras seguindo a maré sanguínea dos meus pensamentos.
No meu …

o barco e o soldado

Imagina um barco de papel Imaginou? Pode ser um chapeuzinho de soldado também - Agora imagina esse barco dentro d'água Imaginou? Pode ser também um soldado andando na chuva - É a vez de imaginar esse barco com o convés inundado Imaginou? Pode ser os cabelos do soldado todo molhado também - Dessa vez imagina esse barco carregando sonhos em cada dobradura Imaginou? Pode ser também um soldado levando seus sonhos na cabeça, nas mãos e nos pés - Está na hora de imaginar esse barco sendo levado pelo vento Imaginou? Pode ser também um soldado sendo guiado pela voz que é soprada pelo coração - Vai imaginando esse barquinho pesado de tanto água Imaginou? Pode ser também um soldado cansado de tanta batalha - Imagina esse barquinho afundando sem pressa, afudando, afudando... Imaginou? Ou tentou salvá-lo? - A água desmancha o papel do mesmo jeito que as batalhas ferem o soldado. - Se tirar o barquinho muito tarde Se ajudar o soldado quando não há mais com que lutar Tudo já terá afundado. Tudo já terá indo em…

tem dias que eu odeio escrever.

Você bem que poderia falar mais ao telefone Ou então me ligar mais. Ligue-me sempre que pensar em me ligar. Mas se eu não atender, verei o teu nome gravado, e já irei sentir falta da tua voz. -
Você bem que poderia demorar mais quando viesse por aqui. Ou então vir mais vezes, todos dias. Venha sempre que sentir vontade de me ver. Nem que seja naquele minuto livre do teu dia. Posso até não querer que você vá embora assim tão rápido. Mas se você disser que virá no outro dia, já irei sentir falta da tua voz. -
Você bem que poderia ligar-me agora vir aqui agora falar-me que me amas sem pressa repetidas repetidas e repetidas vezes. - Assim, bem que eu poderia esquecer-me de todo o resto. Menos de você.

Escrevi coisas em um papel durante horas. Rasguei tudo. Hoje, briguei com as palavras.

as luzes da cidade

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-São Paulo

As luzes da cidade me encantam. No aparente silêncio da noite, elas vibram e movimentam o céu que mora nas minhas janelas. É domingo, o sono não demora a chegar e emolecer as forças. Os corpos vão descansar e as almas vão vagar pelo mundo em busca de sonhos.
Noites como essa, o sensível grito do vento é sentido pelo meus sentidos sensíveis. Noites como essa, quase sempre, estou sozinha. Não há nenhuma voz me questionando o motivo dos meus olhos perdidos no horizonte iluminado do céu. Não há nenhum olhar me intimidando as mãos por tentaram segurar com as unhas o ousado ar que circula meu corpo. As luzes da cidade ardem com o sol do meio dia. As luzes da cidade iluminam os gritos secretos da madrugada. As luzes da cidade são testemunhas das ruas. As luzes da cidade estão perdendo o brilho. As luzes da cidade se apagaram. Amanheceu e tudo está aparentemente normal. Realmente, as luzes da cidade me encantam.
Tenho que fazer algo com você
Não sei mais onde colocar tantas lembranças suas
Me pego pensando no que você pode estar fazendo agora
Se o seu trabalho está indo bem
Se você está bem


Eu sei das suas alergias
Notava que seu nariz estava mal pelo telefone
E você só dizia
Sempre é assim


Está vendo? Não tenho mais que me preocupar com você
Mesmo assim continuo a te espalhar pelo meu corpo, minha mente
Só você, você
O tempo passa, o dia passa, as pessoas passam
E você insiste em ficar


Já te mandei embora
Ja gritei alto que não te queria mais
Você fez sua parte
Foi embora e nem olhou para trás
Me deixou
Eu que não te deixei


Já assassinei a minha esperança
Ela foi a primeira a morrer
A tiros de persitência, a facas de teimosia e gritos sufocados de saudade
Não teve jeito
Ela me assombra nos sonhos
Que nem você.