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Mostrando postagens de Setembro, 2009

copinho de plástico

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Era um pouco mais de uma hora quando entrei no ônibus. Paguei a passagem com moedas achadas pelos bolsos, ouvi um obrigasdo mal pronunciado do trocador e passei. Passei da catraca e passei a ser mais uma peça naquele têtris humano que são os ônibus. Achei um espaço que me cabia e lá fiquei tentando me equilibrar com apenas uma mão. Uma senhora distraída estava sentada na minha frente, olhando para a janela com olhos de quem para para pensar. Demorou alguns minutos para ela reparar na minha situação. Até pensei em pedir para ela segurar meus livros, mas não queria atrapalhar o pensamento daquela mulher, por mais pesado e incomôdo fosse segurar-se apenas com uma mão. O ônibus freava e lá se ia tudo para frente. Bendita Inércia! Nessas horas, lembro-me do cinto de segurança tão desprezado quando se está em um carro. A senhora, enfim, olha para mim e se oferece para me ajudar. Minha vontade era dizer que já não era a hora, mas agradeci com um sorriso. Segurei com as duas mãos as barras de…

Se permitam e se divertam.

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Sempre gostei de escolher as minhas roupas. O problema, segundo minha mãe, não era a minha independência diante de um guarda roupa e sim as combinações que, às vezes, eu insistia em fazer. Hoje, por exemplo, eu faço combinações malucas e ela, na maioria das vezes, diz que estou ótima. O que aconteceu? São as mesmas combinações malucas de cores e estampas!
Antes, se eu saísse, coloridamente vestida, ao ponto de causar espanto nas pessoas, a culpa seria da minha mãe. "Olha o que essa mãe faz com essa menina". Não andaria com uma plaquinha: escolhi a minha roupa sozinha. Eu não tinha consciência disso. Só queria saber de sair com minha calça verde, a blusa vermelha e a sandália azul com glitter! Crianças são crianças, ora. Elas demoram para aprender a diferença entre bonito e feio. Uma criança não acha uma coisa feia, de fato. Pode achar engraçada, assustadora ou colorida demais. Crianças dizem: olha aquele homem da roupa engraçada! Crianças crescidas dizem: olha aquele homem f…

a pensar

Uso muito tempo pensando. Em coisas que não precisam se resolver. Em coisas que nem sei se irão acontecer. Uso tanto tempo pensando que quando vejo o tempo já passou. O estudo atrasou. A hora chegou e eu vou ter que ir embora.

Agora, você me questiona:
-Mas, por acaso, paramos de pensar?

Pensa, talvez.


beijo torto!

09/09/2009

Ainda vejo

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Acordo e ainda vejo o sono em mim Ando pela casa e ainda vejo o rastro de preguiça pelo corredor Visto uma roupa e ainda vejo O pijama sobre a cama Calço o tênis e ainda vejo O chão gelado do quarto Fecho a porta e ainda vejo A vontade de ficar Vou pra rua e ainda vejo ... Ainda não vejo nada O sol me ofusca os olhos

uma foto de drummond

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uma foto de mário quintana

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