Leonardo, os gibis e as etiquetas.
Parte I Leonardo acordou quando a noite já estava chegando. Da janela do seu quarto viu as últimas pinceladas amarelas no céu e decidiu se levantar daquela cama. Segunda era o único dia da semana que Leo podia fazer o que quiser, desde acordar tarde a não sair do quarto. Na semana, Leonardo tinha que ir ajudar o seu Pai a vender pipoca, sucos, algodão doce e chocolate quente, na praça e na calçada do cinema. Ele e o Pai acordavam cedo e saiam para comprar o que iriam precisar. Iam andando até a Rua das Vendas. Era uma caminho longo, mas iam conversando e seu pai sempre contava algumas histórias. Na volta para casa, com algumas sacolas nas mãos, seu pai contava o final das histórias. Leo gostava tanto das invenções de seu pai que nem sentia o peso das compras. A Mãe preparava o chocolate e os sucos; Leo ficava colocando pedaços de algodão doce em saquinhos e o Pai limpava o carrinho, as garrafas e a panela das pipocas. Mas era segunda e Leo não queria saber de algodão doce. Ele sentia...