T3

É difícil começar. As palavras aparecem desordenadas, confusas. É a primeira vez que eu paro e tento organizar toda essa euforia que estou sentindo. Como mamãe sempre diz: o melhor da festa é esperar por ela. Ganhar é o objetivo. Toda ação é baseada na vitória. Mas, após o resultado, no meio de toda a comemoração, parei e percebi o quanto é vazio o título de primeiro lugar. Ver meus amigos gritando, chorando de alegria me fez reparar que toda aquela felicidade não era pelo suposto e grandioso primeiro lugar. Estava claro que a disputa era intensa. Foi árdua do começo até o último minuto. Por baixo de de toda aquela chuva de sorrisos largos e abraços carinhosos estava corações apertando de saudade. Cada lágrima derrubada carregava consigo uma amizade indefinível, um misto de não-quero-que-isso-acabe nunca. Dor, matérias atrasadas, falta de atenção aos familiares, alimentações nada saudáveis, falta de dinheiro, pés torcidos, joelhos doendo, cabelos coloridos. Como isso é bom quando termina tudo. É incrível poder falar: eu não estava tão bem, mas fiz o que tinha que ser feito. Era como se toda a nossa vida estivesse ali naquele momento. Me fez entender o motivo pelo qual passamos uma grande parte de nossa história no colégio. Saber que esse livro de nossa história está chegando ao fim, me causa um arrepio instantâneo.
Durante o percurso, obstáculos não faltaram. Antes de ser uma concorrida competição, aquilo era, é, o real aprendizado. Revela-se o caratér, a determinação, a amizade, a capacidade de ajudar a outra equipe. Não torcer a favor de uma equipe é uma coisa. É algo natural, já que você quer que a sua tenha sucesso em tudo. Da mesma forma, a outro time tem todo o direito de ser contra as atitudes do adversário. No entanto, desrespeitar aqueles que nela estão inseridos é algo que não deve ser feito. Claro, não cito aqui exceções.
Dezenas de mãos segurando com força a mão do amigo. Um calor, uma energia positiva notável. Por mais que o barulho estivesse grande, o orgulho estivesse tomando de conta em volta do nosso troféu, eu permanecia em silêncio por dentro. Pulei, comemorei, gritei. No entando, chorei. Chorei lágrimas sem esforço algum. Não queria troféus naquela hora, queria meus amigos. Não quero fama, título de campeão, quero abraços suados do esforço feito, beijos sinceros, sorrisos confortantes. A fé era impressionante. Nunca um Pai-Nosso fez meu coração bater com força, acelerado. "...livrai-nos do mal, amém." Nos livre do mal e nos deixe, por um bom tempo, unidos. Nem que seja na lembrança.
Terceirão 2008.
-IsabelleCristhinne

Comentários

Avilla Filho disse…
Esse, apesar de todos os outros, foi o texto que levou mais sinceridade, nossa, não paricipie de tal atividade, mas sei o que é saber que no próximo ano, muitas pessoas que, hoje em dia, você não se imagina sem, vão estar distante, e por mais que mantenham contato, nunca vai ser a mesma coisa, né?
Parabens pelo terceirão ter ganhado, imagino o quanto isso foi duro, mas pelo que eu tõ sabendo, vocês foram os mais apaixonados, e é verdade, ninguém faz algo apenas por fazer, sempre esperar a vitória.
Não consigo definir racionalmente o sentimento que tu de uma maneira unica conseguiu botar de forma que eu senti o que vocês sentiram lá, sendo assim, não quero me arriscar fazer um texto ruim e paro por aqui.
Gustavo.H disse…
valeu bel...
valeu.
Jonathan Silva disse…
Belzinha...agora eu sei pq vc queria tanto dançar,uma dor no tornozelo não era nada...sei bem como é isso!?Desculpa por te perturbar falando; BEL NÃO DANÇA, TU ESTÁS DODOI!
Mas sei como é grandioso e ÚNICO o terceiro ano. Se não fizestes, ou melhor, não fosse dançar, seria uma coisa que não poderias voltar nunca!
Achei lindo o seu texto, mas escuta bem... AMIGOS VERDADEIROS SÃO PARA SEMPRE!


Beijos...
ASS: XERIM DE SABONETE!
bozo. disse…
só a gente sabe o quanto foi sofrido, porém foi muito merecido.
Valeu a pena todo o estress, todas as noites mal dormidas, as aulas perdidas, as dores, os sorrisos, etc..
Valeu terceirão!
=D

beijo maluca. ;*
Camilla disse…
Cara, que saudade do meu Terceirão.

Beijos
Fiuza disse…
"Saber que esse livro de nossa história está chegando ao fim, me causa um arrepio instantâneo." Essas palavras me causaram um arrepio instantâneo!

Às vezes a gente reclama de rotina, a qual nós, automaticamente, associamos ao tédio, ao cansaço; claro, algumas vezes é inevitável e real essa associação. Mas por algum motivo sádico esquecemos de associar rotina a convívio, ao bom convívio, aquele que nos leva a fortalecer amizades, a transformar singelos sentimentos de adimiração e respeito em amor; convívio que nos leva a pensar duas vezes sobre um jugamento errado, já que agora você passou a conhecer; o convívio que transforma relação simples em relação intrínseca, seja ela com amigos, professores, tias, tios, paredes, escadas ou corredores.
NGS e EGS: palcos de uma rotina e de um bom convívio que nos farão tanta falta!
Valeu Terceirão!
Aproveito também pra te dar meus parabéns, Isa, pela linda e maravilhosa apresentação na Artística! Me deixou a flor da pele meesmo! Beeijo ;**

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