Acordo e a cortina está aberta. Uma claridade morna encontra minha cama e diz: acorda, menina, o mundo já acordou a tempos! Sento na cama, olho para janela e vejo um sol disposto brilhando, passarinhos dispostos voando, palmeiras dispostas balançando e eu, não disposta tomando consciência da minha ressurreição diária. Isso era para ter um significado lindo - o fato de eu ter acordado viva!-, mas acordo tão desorientada que nem penso nisso. Sento na cama, esfrego os olhos, passo a mão no cabelo e percebo que ainda está molhado do banho da madrugada. Devia ter faculdade a domicílio, lanche-comprimido e três mordonos a minha total disposição. Pobre coitada iludida. Bem, é isso que passa na minha cabeça quando acordo na segunda feira, na terça feira, na quarta feira... Meu pijama parece grudado na minha pele de um forma agradavelmente aconchegante. De súbito, um grito: Isabelle, acorda, então você vai em ficar em casa! Delicadeza de mãe é uma coisa bela. Arranco o lençol de mim com força para ele perceber que não o quero mais (desculpe-me, velho lençol, tenho que ir pra faculdade.). Entro no banheiro sem acender a luz. Com a lentidão de uma tartaruga, desenho uma gota de pasta na escova. Operação mal-sucedida quase sempre. Isso pouco me importa. O que quero é tirar aquele gosto de horas de sono sem falar. Pronto, literalmente acordada. A sensualidade da minha cama nem me atrai mais. Visto uma roupa, pego o relógio, coloco na bolsa a apostila do dia e até mais tarde. Ah, vou até o espelho, tento ajeitar os descontrolados, revoltados e possuídos fios do meu cabelo. Faço uma cara de quem gosta de si e qualquer roupa amassada, cabelo assanhado e uma cara de sono é estilo.
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Não tenho palavras pra descrever a sensação de deitar no chão do quarto, suja mesmo, com a roupa suada, com a pele grudando no chão gelado e até ousar fechar os olhos numa cochilada, indo na contramão de dormir sem tomar banho. É excitante ver meu corpo descansar, jogado na cama ou no chão, depois de um dia lotado, daqueles que invento de ter faz um tempo. É revigorante se jogar embaixo de um jato de água gelada e sentir um choque térmico percorrer meu corpo até a água bater no chão. Poucas coisas na vida são tão prazerosas. Porém, é desafiador esperar o corpo esfriar sozinho, a medida que minha respiração acalma, ou senti-lo queimar de vez, tendo gotas de suor deslizando por entre as camadas de roupas. Teve um dia que cheguei e tomei um banho logo, coisa que raramente faço. Me despi como quem tira uma roupa em chamas e pulei pra dentro do box como quem tá derretendo e senti a água escorrer como quem já conhece meu corpo quente e dolorido da rotina. Terminado esse batizado rotineiro,...
Comentários
beijinhos
Até parece eu tentando acordar
só falta a mãe
gostei
Acontece a mesma coisa comigo.
Mas eu moro no centro da cidade, e quando abro a janela vejo carros, pessoas correndo e gritando atrás dos ônibus da vida, rs.
Queria eu acordar disposto, pensando: "Oba, um novo dia". Tudo que quero é ser feliz na minha cama linda e phopha até as 11h00 da madrugada, rs.
beigos mil
Bjim*
Ah, a preguiça... adoro!h
Um abraço entre palavras.
*6 e 20 da manhã, chovendo, climinha ótimo de ficar deitado chega minha mãe "acorda minino, 6 e 20 e tá chovendo", só consegui pensar em uma resposta ao q ela falou "ôh covardia..."
huahuauhauhuhahuauhauhauh
www.thiagogaru.blogspot.com
concordo plenamente. hhuaha
amo maaaana
/Amanda