Dessa forma, vai estar sempre faltando algo. Não dá pra ter o coração de um lado e a cabeça de outro. É preciso caminhar com tudo isso bem ao lado. Assim como se cobre com um pano os móveis da poeira, dá-se um jeito de cobrir aquela parte da nossa alma que se machuca a cada perda. Cobre, guarda, protege, guarda debaixo da cama. Não, não se desfaz, não joga fora, não fere. Se as coisas um dia voltarem, tudo vai estar lá, quieto. Se não, o esquecimento fica responsável por jogar fora. Só assim, aquele peso, que a gente sente quando tenta seguir em frente, desaparece.
-isabellec.

Comentários

camillecramos disse…
Bem, estou assim, descompassada.

Tentei fugir, me desfazer, desapegar...

Não deu certo.

Cheguei a aceitar doer ("[...] aceitar doer inteiro para depois florir de novo"), e está doendo, sem resposta.

Gostei da idéia. Guardar num canto e deixar lá, escondido...

Tomara que desta vez funcione.

Postagens mais visitadas deste blog

tereza, não ames!

há de se ter um jeito

Carta para o meu avô