um café muito forte e sem açucar
-Um café muito forte e sem açucar, por favor.
-Uau! Que disposição.
-Por favor, o café.
-Tudo bem, já estou pegando. É nova por aqui?
-O que você entende por nova? É em açucar! Já disse!
-Calma, se não tivesse visto nem ia perceber. Coisa doce anima as pessoas, sabia?
-Não quero ficar animada, quero acordar e me acostumar com essa vida de andar.
-Um café muito forte e sem um grão de açucar, Senhora.
-Você costuma conversar assim com todos?
-Bem, quando não há uma fila desesperada, gritando por café e chocolate quente, sim. Quer mais alguma coisa?
-Não, obrigada. Não posso me atrasar no primeiro dia de trabalho. Vou ter que andar quilômetros, pegar metrô e enfrentar um trânsito de pessoas nas calçadas.
-Ohhh! Você trabalha em outro planeta? A estação fica na outra rua e eu não sei de que lugar você tirou tantas pessoas.
-Tenho fé que vou me acostumar com isso. Na minha cidade, ia de carro até para a padaria da esquina. Já dei umas voltas pela vizinhança e tem tudo que preciso. Não vou ter que ir muito longe para ficar satisfeita. E você, trabalha aqui há muito tempo?
-Faz exatamente dois dias. Moro em um bairro perto daqui. Venho andando todo dia, antes que me pergunte.
-Não ia perguntar isso. Nem queria saber onde você morava, também.
-Que mulher mais brava! Se você não estivesse tão bonita, jogaria água com açucar em você; só açucar não iria adiantar muito.
-Que gentileza da sua parte. Vou ter que ir. Até mais.
-Obrigada pelo café.
-Não fui eu quem lhe serviu. Quem agradece aqui sou eu.
-Eu sei, mas como não fez isso, fiz por você. Pelo pouco que conheço de você, sei que virá todos os dias comer alguma coisa, porque você tem muita preguiça de cozinhar. Não se preocupe, farei o possível para lhe atender. Não é qualquer um que aguenta uma mulher tão irritada pela manhã.
-Não vai perguntar meu nome?
-Ah, não precisa. Você vai me dizer depois.
-Quem você pensa que é?
-Você ficaria mais irritada se eu lhe dissesse a verdade, agora. Vá, vai se atrasar.
-Eu sei dos meus horários. Bem, até amanhã.
-Não disse! Amanhã você estará aqui novamente.
-Já disse para você que odeio quem fica adivinhando o que vou fazer?
-Desculpe-me, mas é você que está sendo tão previsível.
-Ah! Tchau.
Ele saiu da loja e disse:
-A estação do metrô fica para o outro lado.
E riu. Ele sabia que ela viria amanhã, depois de amanhã...

-Por favor, o café.
-Tudo bem, já estou pegando. É nova por aqui?
-O que você entende por nova? É em açucar! Já disse!
-Calma, se não tivesse visto nem ia perceber. Coisa doce anima as pessoas, sabia?
-Não quero ficar animada, quero acordar e me acostumar com essa vida de andar.
-Um café muito forte e sem um grão de açucar, Senhora.
-Você costuma conversar assim com todos?
-Bem, quando não há uma fila desesperada, gritando por café e chocolate quente, sim. Quer mais alguma coisa?
-Não, obrigada. Não posso me atrasar no primeiro dia de trabalho. Vou ter que andar quilômetros, pegar metrô e enfrentar um trânsito de pessoas nas calçadas.
-Ohhh! Você trabalha em outro planeta? A estação fica na outra rua e eu não sei de que lugar você tirou tantas pessoas.
-Tenho fé que vou me acostumar com isso. Na minha cidade, ia de carro até para a padaria da esquina. Já dei umas voltas pela vizinhança e tem tudo que preciso. Não vou ter que ir muito longe para ficar satisfeita. E você, trabalha aqui há muito tempo?
-Faz exatamente dois dias. Moro em um bairro perto daqui. Venho andando todo dia, antes que me pergunte.
-Não ia perguntar isso. Nem queria saber onde você morava, também.
-Que mulher mais brava! Se você não estivesse tão bonita, jogaria água com açucar em você; só açucar não iria adiantar muito.
-Que gentileza da sua parte. Vou ter que ir. Até mais.
-Obrigada pelo café.
-Não fui eu quem lhe serviu. Quem agradece aqui sou eu.
-Eu sei, mas como não fez isso, fiz por você. Pelo pouco que conheço de você, sei que virá todos os dias comer alguma coisa, porque você tem muita preguiça de cozinhar. Não se preocupe, farei o possível para lhe atender. Não é qualquer um que aguenta uma mulher tão irritada pela manhã.
-Não vai perguntar meu nome?
-Ah, não precisa. Você vai me dizer depois.
-Quem você pensa que é?
-Você ficaria mais irritada se eu lhe dissesse a verdade, agora. Vá, vai se atrasar.
-Eu sei dos meus horários. Bem, até amanhã.
-Não disse! Amanhã você estará aqui novamente.
-Já disse para você que odeio quem fica adivinhando o que vou fazer?
-Desculpe-me, mas é você que está sendo tão previsível.
-Ah! Tchau.
Ele saiu da loja e disse:
-A estação do metrô fica para o outro lado.
E riu. Ele sabia que ela viria amanhã, depois de amanhã...
Comentários
Ele a intrigou, hehe.
Beijo.
e espero que elea volte hohoho
Pareço com ela pela manhã.
Mas ela voltará, com certeza ;)
haha
beijos ! :*
Mas sempre tem uma outraa tão bem humoradaa que chegaa ate te deixar mas irritadaa ...
+ ée aii ela voltaa depois ??
(conta conta conta conta ^^)
Beijoss