Na beira da piscina, eu refleti

Reflexões tidas a beira da piscina, com apenas os pés mergulhados na água gelada, com os cabelos soltos voando na tentativa de achar a melhor maneira de brilhar ao sol e atrapalhar minha leitura, com o corpo quente do sol da tarde que tentava lentamente e sem sucesso entrar em mim devido ao protetor solar fator 30. Enfim, deixe me esclarecer o que pensei. São coisas óbvias. Tão óbvias que quando pensei deveras nelas, interroguei-me: como não sabia disso?
Saber, eu sabia. Assim como sei que as unhas dos humanos, só servem para acumular micróbios e coisas do tipo, dar lucros a empresas de esmaltes, tesouras, alicates e coisas do tipo também, dar unhadas no irmão em momentos de raiva e dar unhadas também em 'alguém' em momentos de carinhos menos delicados. Me entende? Ah, claro.
Os olhos brilham mais quando se chora. E brilham de uma forma infinitamente mais bela, por mais triste que seja o motivo das lágrimas. O lugar no rosto por onde as lágrimas percorrem ficam marcados pelo sutil sal que as gotas de choro trazem. Pode-se molhar os olhos com água da torneira e simular um choro manso, mas um bom observador perceberá pelo brilho do olhos que é tudo fingimento. Não digo mentira, é algo muito pesado, uma vez que a intenção pode ser boa. Mas ai se é culpa do sal, então fazer choro com água do mar seria a réplica perfeita? Não. Ficará faltando o motivo, o motivo que é o gatilho do brilho no olhar.
Respira-se pior quando se chora. É algo simultâneo. As lágrimas começam a cair e o nariz começa a ficar obstruído por uma secreção grudenta e que estica. É! Estica! Quando o nariz começa a ficar a lotado, a gosma sai e somos levados, quase que automaticamente, a limpar com algum pano, ou com a mão. E é quando se limpa com a mão, que se percebe que essa gosma de chora estica e também é salgado. O choro é todo salgado! Não sei a razão biológica pra isso. Não sei também o motivo pelo qual a glândulss lacrimais estão ligadas a glândulas de gosma e ao choro. Mas sei que tudo isso faz com que o ato de respirar se torne incômodo.
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E agora a reflexão que me levou a tirar a foto que está no início dessas tortas reflexões.
Deitei no chão, a beira da piscina...(volte ao começo, caso tenha esquecido a maneira como me encontrava)...e cobri o sol com o livro. E assim descobri uma boa maneira de ler. O céu, naquela hora, cheio de nuvens, me era um bonito cenário, o livro uma grande peça e eu uma platéia de 1,70m. O livro era A mão e a luva, um dos livros de capa dourada que ganhei.
Deixo as estrelas para um outro dia.
beijo torto!
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Quem souber o motivo do nariz ficar entupido quando se chora, diga-me, se não for muito nojento. Se não souber o motivo verdadeiro, pode inventar um. Aqui, conclusões tortas são permitidas.
Comentários
"Na beira da piscina, eu refleti"
Ah! Não sei se já te disse (acho que não disse. hahaha) mas, eu te linkei no meu blog. Passa lá!
Pergunta respondida? Bjão!
((saudades tuas))
Mas ele logo ver não dá certo.
RSRSRS
BEIJOS
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huehehehe
isso é que é desconstruir! :) sair do marasmo do previsível e encontrar formas mais prazerosas de viver um momento, mesmo um momento simples, tão habitual e comum como um momento de leitura, além das unhadas em momentos de carinhos menos delicados, é claro! :)
muito boa tua construção
parabéns :)
rsrsrsrsr, tão científico. Abraço torto.