versão 3 e 4

A versão do gato

Gato: - Eu estava conversando com minhas pulgas, quando...
Detetive: - Conversando com quê?
- Com minhas pulgas, ora. Você não conversa com seus botões, então. Dava eu dando trato às minhas pulgas, quando aquela histérica da minha dona começou a pular feito um bocó-de-mola no meio da sala...
- Ela gesticulava o quê?
- Por acaso eu falei em gestos?
- Hã, é que..., nada. Prossiga.
- Pulava desvairada como ela só, jogando a roupa meio bêbada...
- Ela bebe?
- Bebe. Bebe e fuma.
- Maconha, eu suponho.
- Não precisa caluniar, a casa é de família. Fuma tabaco; tipo Sherlock Holmes, aquele teu colega.
- Ah, foi mal.
- Chegou bêbada e com calores da menopausa...
- Uma jovem com menopausa?
- Ela não é tão jovem, e o senhor nunca ouviu falar em menopausa precoce? Ejaculação precoce já, ?
- Deixa pra lá. Prossiga.
- Pulou como veio ao mundo, doidona, um homem entrou gritando, bateram a porta do quarto na minha cara sem a menor consideração felina, e pá pum.
- Pá pum, o quê?
- Ora..., daí em diante eu sei tanto quanto você. Imbecil.

A versão da Cachorrinha

Cachorrinha: - Minha querida dona, mulher trabalhadeira e batalhadora, muito judiada pela vida de mulher, negra e homossexual...
Detetive: - O quê? Não brinque comigo, sua cadela!
- Vamos respeitar, tá? Senão eu só falo em Latim...
- Em Latim?!
- É, começo a latir: au, au.
- Pare de me confundir.
- Então, respeito, tá?
- Ai, que profissão... Bem que mamãe queria que eu fizesse Contabilidade. Vai, continua.
- Como eu dizia, minha veneranda dona padecia o drama da condição humana. Mas, mesmo assim, dedicava-se a mim com esmerado zelo, e também àquele gato safado e ingrato que só fazia é dormir o dia todo. Marilda era...
- Marilda?
- O nome da minha dona! Dãh...
- Ah, claro, claro.
- Marilda era uma moça...
- Moça? Mas ela não estava na menopausa?
- Que absurdo! Quem disse?
- O gato.
- Filho de uma... gata! Que menopausa? Uma jovem de 25 anos. Quê que cê tá fazendo aí?
- Retificando anotações, é meu ofício. Prossiga.
- Marilda, mulher, negra, homossexual, vítima da vossa condição humana, lutou até o fim.
- Lutou? Contra quem?
- Para entrar no Convento das Carmelitas Enclausuradas do Sagrado Xilindró.
- Mas estão aceitando lésbicas?
- Respeito, já disse, tá!
- Perdão.
- Foi isso. Não a aceitavam por causa de sua vida pregressa.
- Por que ela não fez segredo?
- , e o confessionário?
- Confissão é segredo.
- Ah, mas ESSA AÍ dá vaza a excessão, segundo o Código Canônico.
- Sinal dos tempos...
- Fez de tudo para merecer a confiança da Madre Superiora. Confessou-se, tomou hóstia, assistiu missa todo domingo, assou bolo para a clausura, lavou, passou, e ultimamente já estava pintando e bordando...
- E o homem?
- Que homem? O café dela era sem leite, ó pá.
- O homem que entrou aqui berrando.
- Nunca vi mais gordo.
- Bela viola... Estaca zero!


Por: Kawanami - http://memoriasdaliravelha.blogspot.com/

Urgente!
O Jornal Vida Dos Outros acaba de divulgar o motivo da misteriosa morte da Mulher dona do gato, da cachorra, da porta e vizinha da frente do velho de binóculo. O Senhor Detetive perverrtido, após detalhadas investigações, revela-nos: a mulher se suicidou e os gritos de homem, descritos pela Porta, era de um amigo gay (ele não parecia gay; ele é bem forte, bonito e entrou correndo na casa da Mulher pelo fato de estar com fortes dores abdominais) que tem horrooooooooooooooooooooooor a sangue.
Fim de caso.

Comentários

Lili disse…
hauhuhahua...adorei o desfecho....mas não deu tempo de eu escrever uma ver~soa...já tava até imaginando as cenas...rs fica pro próximo caso então...=)

beijão
Bárbara Fróis disse…
Hahahahaha eita jornal fitriqueiro hein, ele não podia esperar mais um pocuo não. Aneim viu, tava gostando do negocio. ;)
Bejos
Aline disse…
Ah poxa, estava esperando uma super investigação criminal! ;)
Thiago Assis disse…
Ah ta... um jornal tipo a revista quem Oo
Isabelle,

Valeu!

Sem saber da postagem, eu lhe enviei um e-mail retificador. Despreze-o.

A única correção é neste trecho, que fica assim:

- Com minhas pulgas, ora. Você não conversa com seus botões, então. Dava eu trato às pulgas, quando aquela histérica da minha dona começou a pular feito um bocó-de-mola no meio da sala...

PS: o amigo gay foi joia! D+

=D
Marcos
Lucas disse…
OI...
Hehe amei a distinção do relato da cachorra com o do gato, como dizem cães são fieis hehe e gatos nem sempre são gratos...
O desfexo tbm fico ótimoooooooooooo hehe detetive sofreu mas, valeu... a historia prende hehe

bjxxx!
Bárbara Fróis disse…
Oi tem selinho pra você no meu blog.
Bejos
.moony. disse…
huhusushus
pow, achei que ia ter mais xD
mas ficou ótemo, o final ^^
bju
teh +
o/*

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