versão 2

A versão da porta: Lá estava eu, vivendo minha monótona vida. Minha presença passou despercebida e insignificante.
-Despercebida? Você, por acaso, sofre de déficit de atenção? Todo dia, no mínimo, passo por umas dez portas.
-Mas você nunca foi uma porta para saber como é monótona uma vida de vai e volta.
-Tá, tá, prossiga...
Ninguém notou-me, cumprimentou-me; era um nada como sempre, servindo, apenas, como elo de ligação entre a salar da casa e o corredor.
-Dá pra ser menos dramática?
-Senhor Detetive, não é drama, é poesia.
-Poesia...Nunca vi porta fazer verso.
-Se não parar de me interromper, fecharei o trinco e não direi mais nada.
-Olhe o respeite, Dona Porta!
-Que foi? Vai colocar-me dentro de uma prisão e oferecer-me comidas nojentas por meses?
-Tudo bem, me desculpe. Fale logo tudo que viu, rápido.
Enquanto estava trancada, a Mulher se exibia na janela. Não consegui ver para quem ela tanto mexia nos seus cabelos.
-Ela ameaçou tirar a blusa?
-Como é?
-Tirar a roupa, ficar assim, sem nada.
-Seu Pevertido!
-Não sou pevertido; estou apenas investigando com detalhes o caso. Se ela tiver tirado a roupa, fale logo como ela era por debaixo dos panos.
-Não vou dizer nada disso!
-Além de porta, é chata. Continue, continue!
A companhia tocou diversas vezes, mas, somente, na última vez a Mulher foi abrir; quer dizer, foi olhar quem estava atrás de mim.
-Olhar quem estava atrás de você? Nem de vidro a senhora Dona Porta é.
-Olho mágico, nunca ouviu falar dessa inovação?
-Ah, claro! Então explique melhor o que fala.
Voltei minha atenção para o lado de fora. Um homem alto e sem paciência batia-me compulsivamente. Como doeu aquelas socos na minha madeira velha...
-Não estou aqui para ouvir suas dores!
-Insensível! Vou tacar a porta na sua cara para lhe mostrar o quanto doí!
A Mulher, após ver quem estava no corredor, abriu-me com rispidez e o homem alto a empurrou com força e entrou na casa sem dizer nenhuma palavra.
-Não disse nenhum oi?
-Sou porta, mas não sou surda! Não disse nada, nenhum um oi!
-Você é uma porta metida. Termine logo isso!
Devido a minha imobilidade, não pude ver mais nada. Passado alguns minutos, escutei o estrondo e gritos desesperados de um homem.
-O homem morreu?
-Já disse que não vi mais nada.
-Mas você estava na hora do acontecido! Não esconda nada de mim, será pior. Mando alguém vir aqui e lhe arrancar os parafusos.
-Existe o programa de proteção a testemunhas e outra, seu Detetive pervetido, meu olho mágico não sabe andar pela casa!
-Terminou, num é? Oh, porta pra falar! Tchau.
.
versão 3: sua versão (se quiser, manda pra chapeutorto@hotmail.com)
-Despercebida? Você, por acaso, sofre de déficit de atenção? Todo dia, no mínimo, passo por umas dez portas.
-Mas você nunca foi uma porta para saber como é monótona uma vida de vai e volta.
-Tá, tá, prossiga...
Ninguém notou-me, cumprimentou-me; era um nada como sempre, servindo, apenas, como elo de ligação entre a salar da casa e o corredor.
-Dá pra ser menos dramática?
-Senhor Detetive, não é drama, é poesia.
-Poesia...Nunca vi porta fazer verso.
-Se não parar de me interromper, fecharei o trinco e não direi mais nada.
-Olhe o respeite, Dona Porta!
-Que foi? Vai colocar-me dentro de uma prisão e oferecer-me comidas nojentas por meses?
-Tudo bem, me desculpe. Fale logo tudo que viu, rápido.
Enquanto estava trancada, a Mulher se exibia na janela. Não consegui ver para quem ela tanto mexia nos seus cabelos.
-Ela ameaçou tirar a blusa?
-Como é?
-Tirar a roupa, ficar assim, sem nada.
-Seu Pevertido!
-Não sou pevertido; estou apenas investigando com detalhes o caso. Se ela tiver tirado a roupa, fale logo como ela era por debaixo dos panos.
-Não vou dizer nada disso!
-Além de porta, é chata. Continue, continue!
A companhia tocou diversas vezes, mas, somente, na última vez a Mulher foi abrir; quer dizer, foi olhar quem estava atrás de mim.
-Olhar quem estava atrás de você? Nem de vidro a senhora Dona Porta é.
-Olho mágico, nunca ouviu falar dessa inovação?
-Ah, claro! Então explique melhor o que fala.
Voltei minha atenção para o lado de fora. Um homem alto e sem paciência batia-me compulsivamente. Como doeu aquelas socos na minha madeira velha...
-Não estou aqui para ouvir suas dores!
-Insensível! Vou tacar a porta na sua cara para lhe mostrar o quanto doí!
A Mulher, após ver quem estava no corredor, abriu-me com rispidez e o homem alto a empurrou com força e entrou na casa sem dizer nenhuma palavra.
-Não disse nenhum oi?
-Sou porta, mas não sou surda! Não disse nada, nenhum um oi!
-Você é uma porta metida. Termine logo isso!
Devido a minha imobilidade, não pude ver mais nada. Passado alguns minutos, escutei o estrondo e gritos desesperados de um homem.
-O homem morreu?
-Já disse que não vi mais nada.
-Mas você estava na hora do acontecido! Não esconda nada de mim, será pior. Mando alguém vir aqui e lhe arrancar os parafusos.
-Existe o programa de proteção a testemunhas e outra, seu Detetive pervetido, meu olho mágico não sabe andar pela casa!
-Terminou, num é? Oh, porta pra falar! Tchau.
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versão 3: sua versão (se quiser, manda pra chapeutorto@hotmail.com)
Comentários
Bejos
beijokas
Parabéns! Eu vou ver se consigo fazer uma versão ! ;D
Beijooooss
Lêe Oliveira
( http://oleeh.blogspot.com )
Beijos
hehe gostei do texto todo mais essa fala é a melhor hehe
bjxcxx vi o videos da clarice ameiiiiiiiiiiiiiii obrigadooo
caraca, será que a vizinha não viu nada? ou o jarro de flores da sala? ou sei lá, to curioso :x
osias
Criativo o texto :*
adorei essa Dona Porta xD
bju
teh +
o/*