folhetim - 4ª parte

Passaram o resto da tarde desfilando pelas ruas, de tão devagar e sem compromissos que estavam. Maria nunca gostara das viagens rigorosamente programadas de sua mãe, mas não lhe dizia nada sobre, preferia ir e aproveitar os extintos momentos de fuga dos olhos de relógio dos seus pais...
Maria, uma vez, brincava na calçada de casa, quando ouviu o chamado:
-Maria, vamos entrar. Está na hora de tirar essa roupa suja e dormir.
-Mamãe, amanhã é domingo! E nem estou com sono.
-Deixe de questionar e vamos. Dê boa noite para os meninos. Eu sei, muito bem, a hora de criança ir pra dentro de casa.
-Mamãe, esses seus olhos de relógio me irritam!
Maria não tinha ânsia de conhecer o turismo da cidade. Não se importava em ficar num hotel sem luxo num bairro sem grandes movimentos. Gostava do improviso. No entanto, sempre que fazia essas suas viagens loucas, guardava o dinheiro da passagem de volta, caso viesse a não gostar do cotidiano daquele lugar.
As luzes nos postes plagiavam o brilho azulado da noite. Lia já havia se despedido, Maria não se incomodou de voltar só. Ela gostava de ver a noite chegando, trazendo seus escuros, suas mortes, seus amores escondidos pelas cortinas, o momento que antecipa o sono.
No restaurante do hotel, viu Júlio com dois amigos. Logo o identificou pelos cabelos assanhados e a bendita liga laranja!
-Maria! Chegou agora?
-Foi, passei o dia com uma amiga.
Maria pediu um sanduíche e sentou a mesa com os amigos de Júlio.
-Vocês estão hospedados aqui também?
-Não, só Júlio. Sou irmão dele e essa é minha namorada. Prazer, sou Otávio e essa é Nise.
-Acho que já sabem meu nome...
-Cuidado! É um nome muito forte, pode nos machucar se não for dito com cautela - interrompeu Júlio ironicamente.
-Cala a boca, Júlio. Maria é um nome simples, lá vem você com isso!
Subiram. O segundo andar parecia mais longe do que o normal. Júlio acompanhou Maria até a porta de seu quarto.
-Pronto! Agora não tem perigo de alguém lher atacar pelos corredores. Dizem que é perigoso, sabe?
-Ai é? Que medo. Então, deixa eu entrar e trancar a porta rápido antes que alguém entre.
-Também não precisa de tanta pressa. E nem se preocupe, eu sou educado, quando for entrar, vou bater na porta.
-Boa noite, Ju. - Maria fechou a porta.
.
.
continua.
-Ler folhetim - 3ª parte abaixo.

Comentários

Wendell Saraiva disse…
Já existe uma certa intimidade não é? :)
tudo tãão espontâneo :D
Esperando a continuação ;*
Wendell Saraiva disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Renam Timbó. disse…
Maria é tão intensa, num sei pq achei isso :X
.Gaby. disse…
Eu ameeei!
Axu a maria meio uma Belle ali q cunheço.
Espero a continuação e vc, vc, vc... ainda vai brilhar muito sua escritora!
Amu-a e quaru a continuação!
m.milena :) disse…
"boa noite, ju" what's this? =O eita, e tá só começando hein?!
bozo. disse…
em alguns momentos Maria lembra a escritora. ;x
tá ótimo.
beeijo maluca. ;*
Avilla Filho disse…
Nossa, esse "se fazer de doido" é clássico antes de rolar aquele atracamento básico
tán tán tán.

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