Não vou falar de chocolate. Apenas senti uma vontade gigantesca de devorar alguns. Dizem que quem procura, acha. Não é? É, eu procurei, mas só achei foto. Melhor do que nada.

Vi muita coisa hoje. Queria lembrar dos inúmeros inícios de textos que penso durante o dia. Coisas, bobas, sem importância, rápidas prendem minha atenção. Quando me pego parada, pensando em algo, costumo não estar com cenas grandes, forçadas, embelezadas que provalmente sairam ou sairão no jornal de amanhã na cabeça.


Acredito que isso seja curiosidade. Curiosidade de saber o que fez aquele alguém fazer aquilo, não se ele se deu bem. Imaginar como aquela menina escolheu a roupa espalhafatosa que usou na festa de ontem, não o que acharam da roupa. Descobrir como aquela mãe ficou feliz por algo que o filho fez, não o que o filho fez. Prender a concentração no implícito e usar a criatividade para tentar explicitar isso. Resumindo, tento mostrar o esquisito, o estranho, o escondido daquilo que é comum, daquilo que você vê todo dia.

Hoje, a merenda, lanche, mata fome, da tarde, foi eu quem fiz. Eram para exatas oito pessoas. Então, um sanduíche para cada. Mas, por um erro de contagem, foram feitos nove. Um sem dono, que iria sobreviver aos ataques desesperados do meu irmão, ou do meu tio, ou meu, quem sabe! Por causa disso, idéias com objetivo alimentar começaram a surgir na mente daqueles que almejavam o o delicioso sanduíche. Coitado, não queria estar na sua massa naquele momento pré-morte. Zerinho ou um (porque não é zero ou um?), impar ou par, repartir o pão para oito pessoas (não era miséria, era porque o pão era pequeno) , não resolviam nosso problema. Então, a sugestão magnífica surgiu da cabeça do gaiato do meu tio e era a seguinte: quando a música parar, quem estiver com a tampinha do mp3, sai da batalha! Até aí, estava tudo bem. Começou a música, saiu um, dois, três e meu tio na jogada. Claro, quem estava parando a música estava de complô com o bonitão. Final da batalha: meu tio e minha vó! Claro, o enrrolão ganha o sanduíche. Sim, mas cadê o sanduíche? Tinha sumido misteriosamente. Tu acreditas nisso? Óbvio que não! O danado escondeu e ainda mostrou sofrimento! Quando o dono do sanduíche 'achou' o seu prêmio, o repartiu para cinco pessoas (isso foi bem bíblico) e, com isso, toda nossa batalha tornou-se desnecessária. Família, singular família, sem ela, eu não sou o que quiser.


beijo vermelho torto, torto vermelho! O que seja...!

Comentários

Jonathan Silva disse…
Ai que fome bateu agora!
Lindão o poste!
Beijões!
Estas cada vez melhor...
H.Riedel disse…
Tão sublime. :]
Depois quero apreciar um dos teus sanduíches. ;*
Milena disse…
chocolate, sanduíches.. mata a nega, belle! uahehe :) a doente por comida acaba de chegar...

e sim, família, cada uma com a sua, a minha é doida, pertubada do juízo mesmo sabe? parece uma ruma de palhaço, uma ruma mesmo, porque só de filhos da minha vó são treze, aí quando se juntam, pense... aeuaehue se isso tivesse acontecido na minha familia, com certeza, assim que piscassem o olho o sanduba já tinha sido sequestrado e devorado pelo mais espertinho!
.Gaby. disse…
Deu foooome ler esse texto do tortoo! Vou ali fazer 9 sanduíches p mim e volto já....

Mas a fotu do xocolate.. ah essa fotu dos xocolates de guará.. minha nossa! Axu q vou ali atrás de um busão e me mandar p aquele lugar frio e cumê bastante xocolate! Precisamos praticar mais isso! Muitas³³³ vezes!

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