Aquele estranho dia de abril amanheceu frio, com nuvens escuras escondendo o sol. Ainda era cedo quando acordei. Olhei pela janela e vi pessoas andando rápido, acho que, com medo de uma suposta chuva, de cabeça baixa, sem trocar alguma palavra de saudação. O telefone tocou. Era um dos meus amigos de infância. Sua voz estava trêmula, até pensei que estivesse chorando, mas ele disse que era apenas impressão minha. Perguntou-me se poderia encontrar-lo no aeroporto. Era realmente urgente. Achei um lugar estranho para um encontro de amigos tão próximos, mas pela urgência da situação, concordei. Ao chegar no aeroporto, não o encontrei. Tinha certeza de que não estava atrasada. Tentei fazer uma ligação, mas o celular estava fora de área. Uma ansiedade misturada com preocupação começou a tomar conta de mim. A chuva estava forte, realmente assustadora. Para o meu alívio, encontrei a família de Júlio perto do portão de embarque. Ao ver essa cena, toda a estranheza do dia, da sua voz se esclareceu. Olhei para o grande relógio do saguão do aeroporto e logo após para o meu. Era inacreditável, estava atrasado uma hora. Quanta tristeza senti. Júlio foi embora e eu fiquei sem seu último abraço.

Agora um redação, emocionante, melosa e cheia
de sentimentos fraternais, passada. Enfim, a
proposta pedia tudo isso. Estou sem tempo e criatividade para escrever coisas novas.
A relatividade de Einstein, os movimentos harmônicos, as progressões geométricas, crustáceos, a Guerra do Vietnã, isomeria espacial, número de oxidãção, entre outros assuntos do tipo sem noção, ou quando é que eu irei usar isto?, estão deixando ocupados todos os meus neurônios!
beijo!
I promise, tomorrow I'll put new things!

Comentários

bozo. disse…
suas redações são ótimas amiga. =D
e esses assuntos q a gente nunca vai usar é de deixar louco mesmo. Oo"
Babi =) disse…
adorei a foto!

Postagens mais visitadas deste blog

tereza, não ames!

há de se ter um jeito

Carta para o meu avô